EXCLUSIVO: Após destruição de rádio comunitária, Agente de Saúde de Massaranduba é espancado por sobrinhos de Presidente da Câmara

Rádio Massaranduba FM foi incendiada no início da semana

Depois do incêndio criminoso que destruiu a Rádio
Comunitária do município de Massaranduba na última segunda-feira (26), o clima de
acirramento entre os blocos políticos está cada dia mais forte e na madrugada
deste sábado, terminou em agressão e pancadaria no Centro da cidade, quando Renato
Jean Sousa de Lima, de 36 anos, que é Agente Comunitário de Saúde e aliado do prefeito Paulo Oliveira
foi brutalmente espancado.
De acordo com o relato da própria vítima, a ação teria sido
praticada por três pessoas, quando ele retornava da abertura da festa da padroeira
da cidade. Os acusados armaram uma espécie de emboscada. “Tudo foi armado por
eles. Quando ia chegando em casa, fui surpreendido pelos três que partiram pra
cima de mim. Eles jogaram baldes de lixo em cima de mim, quebraram garrafas na
minha cabeça e me deram vários socos e pontapés. Os três agressores eu conheço,
são sobrinhos do vereador Aderaldo que é o presidente da Câmara. Acredito que
tudo isso tem haver com as brigas políticas que ficaram ainda mais fortes
depois da destruição da rádio” comentou Renato que depois de espancado, foi
socorrido para o Hospital de Traumas Dom Luiz Gonzaga Fernandes em Campina
Grande.
A vítima identificou os agressores como: Aderaldo da
Silva Neto, de 20 anos; Vitor de Araújo Santino, de 23 e José Jonas de Araújo,
de 22 anos. Todos seriam moradores de Massaranduba e ligados ao grupo político
do ex-prefeito Antônio Mendonça Filho, que é o diretor da rádio comunitária que
foi destruída.
Ainda segundo a vítima, toda a violência teria acontecido
na frente da casa de outra vereadora de oposição, que chegou a assistir o espaçamento
e não fez absolutamente nada. “Fui agredido na porta da casa da vereadora
Simone Zeca que ouviu o barulho, saiu pra frente de sua residência na companhia
do seu esposo e ambos não fizeram absolutamente nada. Eles também têm raiva de
mim, por isso, sequer chamaram a polícia” completou o assessor, que vai
registrar o caso na Central de Polícia Civil de Campina Grande.
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