Torcidas de Treze e Campinense se ‘estranham’ em Campina Grande/PB e três acabam presos

FOTO: 2º BPM

Nem tudo é festa em Campina Grande. Na manhã deste sábado, um momento de grande tensão foi registrado perto da Praça da Bandeira, tradicional ponto de encontro da cidade. Torcedores de Treze e Campinense trocaram insultos e ameaças quando o cortejo fúnebre que levava ao cemitério o corpo de Wagner Albuquerque, presidente da Torcida Jovem do Treze (executado com um tiro na boca na manhã desta sexta), passou por entre raposeiros que faziam uma espécie de prévia da final da Copa do Nordeste, que acontece amanhã entre Campinense e ASA, no estádio Amigão.

Os dois grupos ficaram frente a frente e uma briga de grandes
proporções só não foi iniciada porque a Polícia Militar chegou ao local e
dispersou os dois lados. No tumulto, três torcedores do Treze armados com
revólveres calibre 38 foram presos e encaminhados para a Central de Polícia de
Campina Grande.
A Polícia Civil, inclusive, suspeita que a execução de
Wagner Albuquerque foi motivada por rixa entre torcidas organizadas e os
policiais investigam a participação de integrante da Torcida Facção Jovem do
Campinense no assassinato.
Neste sábado, o veículo da funerária que levava o corpo de
Wagner até o cemitério era acompanhado por um grande número de trezeanos, que
empunhavam bandeiras da torcida organizada e em coro soltavam gritos de guerra
pedindo justiça e prometendo vingança.
Em determinado momento, os trezeanos chegaram nas
proximidades da Praça da Bandeira, que fica perto de um ponto de vendas de
ingressos para a final do Nordestão. Os trezeanos, então, ficaram chamando os
raposeiros para a briga e soltando fogos de artifício de forma intimidadora. Aos
poucos os raposeiros que estavam no local respondiam às provocações e se
aproximavam, mas neste momento duas viaturas da PM chegaram ao local.
O clima de guerra entre as torcidas está tão tensa em
Campina Grande que o Ministério Público da Paraíba convocou uma reunião de
emergência para a tarde deste sábado para montar um esquema especial de
segurança para evitar que as duas torcidas se choquem durante a final do
Nordestão. O temor é que trezeanos integrantes de torcidas organizadas saiam de
suas casas apenas para brigar com os membros de torcidas organizadas do clube
rival.
Entre as medidas que devem ser tomadas neste sábado, está o
possível aumento de policiamento e a proibição do trânsito de pessoas com
camisa do Treze pelas proximidades do Estádio Amigão nas horas que antecedem o
jogo do Campinense até a manhã de segunda.
Campinense e Treze são os dos principais clubes de Campina
Grande e representam uma das maiores rivalidades do futebol brasileiro. As
torcidas organizadas dos dois lados têm um histórico de violência, mas as
últimas horas foram ainda mais tensas por causa da morte do presidente da
Torcida Jovem do Treze. (G1)

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