Suspeitos de participação na morte de vigilante em escola de Campina Grande são presos

A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Crimes Contra a Pessoa (Homicídios), da cidade de Campina Grande, cumpriu, na manhã desta terça feira (7), durante a Operação Sentinela, cinco mandados de prisão preventiva e temporária, expedidos pela Justiça, em desfavor de Jonatas dos Santos Oliveira, 22 anos, Edcarlos Silva Pereira, 27 anos, Thulio Emanuel de Carvalho, 19 anos, Luiz Fernando Santos e Carlos Diego de Souza, 19 anos.

Eles são suspeitos de envolvimento no assassinato de um vigilante que trabalhava na Escola Estadual Willian de Sousa, em Campina Grande.

O crime aconteceu na madrugada do dia 7 de janeiro. De acordo com as investigações, pessoas que moram próximo à escola, localizada na Rua Bruxelas, no bairro dos Cuités, ouviram vários disparos de arma de fogo e ligaram para a polícia.

Uma equipe da PM, que fazia rondas, foi até o local e viu que as portas da escola estavam entreabertas. Quando os policiais entraram, encontraram Fabiano Menino de Souza Júnior, 27 anos, ferido com um tiro de espingarda calibre 12.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas, ao chegar à escola, os médicos constataram que o vigilante já estava morto.

Durante a perícia, foi observado que a arma do vigilante, que pertencia à empresa de segurança em que ele trabalhava, um revólver calibre 38, havia sido roubada. A carteira e um aparelho celular também foram levados pelos criminosos.

A informação foi confirmada pela família da vítima, que informou que Fabiano não tinha envolvimento com crimes e nem inimigos. Isso fez a polícia trabalhar com a possibilidade de um latrocínio (roubo seguido de morte).

A prisão de Jonatas, dias depois, confirmou a suspeita. Com ele, os policiais encontraram um revólver calibre 38 com a numeração de registro raspada.

A arma foi encaminhada para a perícia e o exame comprovou que ela pertencia ao vigilante Fabiano. O delegado, Francisco Assis da Silva, ouviu Jonatas no presídio.

“Ele negou ter participado do latrocínio do vigilante e disse que comprou a arma na feira da Prata, mas, no decorrer das nossas investigações, descobrimos que ele já tinha trabalhado com a vítima na mesma escola e por este motivo sabia da existência da arma. Pessoas que moram próximo à escola também informaram que ele tinha sido visto no local junto com outros homens dias antes do crime”, falou a autoridade policial.

As investigações continuaram e a polícia chegou até os outros envolvidos. Com a identificação dos suspeitos, o caso foi desvendado. A espingarda calibre 12, usada no crime, pertencia a Edcarlos e foi emprestada a Carlos Diego.

Ele e Thulio foram até a escola, atiraram e mataram o vigilante. Os outros envolvidos ajudaram na fuga e repartiram o roubo.

O mandado de prisão de Jonatas foi cumprido no presídio Serrotão, onde ele já está recolhido respondendo por posse ilegal de arma.

Já os outros envolvidos foram presos nos Bairros Bruxelas e Luxemburgo, em Campina Grande. Eles vão aguardar a audiência de custódia na carceragem da Central de Polícia, no bairro do Catolé, em Campina Grande.

(Com Informações do Secom-PB e Paraíba Online)

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