Maranhão sinalizou que poderia abrir mão de candidatura para apoiar nome das oposições, diz Romero

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O prefeito de Campina Grande e pré-candidato ao Governo do Estado, Romero Rodrigues (PSDB), declarou nesta terça-feira (9), em entrevista à Rádio Correio de Campina Grande, que o senador e também pré-candidato José Maranhão (MDB) estaria disposto a abrir mão de sua candidatura em prol de outro nome da frente das oposições.

“Me falou que tinha essa disposição. Que seria possível, e que essa porta não estava fechada para essa possibilidade. [Me disse] que ele gostaria de continuar ajudando na união das oposições, e que nesse cenário seria possível, como também de minha parte a recíproca é verdadeira”, afirmou Romero Rodrigues.

O gestor campinense também rechaçou qualquer possibilidade de desincompatibilizar-se do cargo para pleitear outra vaga que não seja de governador. “Para o Senado da República não sairei. E nem eu sairia nem Luciano para ser candidato a vice de quem quer que seja. Até porque a cidade iria discordar profundamente disso, tanto Campina quanto João Pessoa. Só sairei, porque há essa possibilidade, para ser candidato ao Governo do Estado”, disse.

PSD x MDB

Declarações espinhosas trocadas entre Maranhão e o prefeito de João Pessoa Luciano Cartaxo (PSD) estremeceram a frente das oposições – união esta dita pelo senador que sequer existe. Romero disse que pretende atuar como um apaziguador de ânimos entre os oposicionistas.

“Está tendo algumas certas divergências entre PSD e MDB, e o que posso fazer, o que puder fazer, é tentar construir abstenção dessa divergência, para ver se a gente consegue novamente unir, porque acho que é fundamental a união das oposições objetivando a vitória nas eleições de 2018. Não vou trabalhar com base nesse cenário de quanto pior melhor para mim, o melhor para mim e o melhor para todos nós é que a gente consiga estarmos todos unidos nesse processo eleitoral de 2018”, afirmou Romero.

Cartaxo já declarou que o tempo certo para definição do nome da oposição para concorrer ao Palácio da Redenção é em janeiro. Romero discorda. “Entendo a ansiedade dele, mas discordo. Porque é muito difícil resolver algo em janeiro, quando temos o prazo para abril. É difícil de acontecer, talvez até impossível”, declarou.

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