Maranhão recusa ‘desculpas’ de quem deixar o partido: “MDB tem candidatura mais forte”

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O senador José Maranhão (MDB) não está convencido dos argumentos utilizados por emedebistas que “ameaçam” deixar a legenda durante a janela partidária. Para Maranhão, os deputados que tentarão a reeleição estão em busca de uma legenda “mais fácil” para se eleger e não preocupados com uma suposta ausência de partidos em apoio a sua candidatura. Em entrevista a um programa de rádio nesta segunda-feira (12), Maranhão avaliou a situação dos outros grupos políticos e defendeu que tem a candidatura mais forte, o que não justificaria a saída de nenhum emedebista.

“Vamos colocar em pratos limpos: a busca dos candidatos proporcionais – em qualquer partido e não só no MDB – é por uma legenda mais maneira, mais fácil. Não adianta os candidatos quererem justificar uma posição de abandono da legenda com esse argumento. Qual é a candidatura mais forte em todas as pesquisas? A do MDB. Se fosse por isso, ninguém deixaria o PMDB”, disse.

O presidente do MDB na Paraíba disse que ainda não conversou com os deputados Hugo Motta e Nabor Wanderley sobre uma possível filiação ao PRB. Hoje, a Folha de São Paulo especulou sobre a saída de Hugo Motta do MDB em troca da direção estadual do PRB. O senador também negou a saída de Jullys Roberto. “Conversei longamente com Márcio Roberto, que é o líder em São Bento, e Márcio disse que continua firme”, disse. O senador segue peregrinando em busca de apoios e deixou escapar que conversou recentemente com o procurador Eitel Santiago e seu filho, o vereador Lucas de Brito, que está sem partido.

Maranhão também avaliou a situação dos outros grupos políticos no cenário eleitoral e rechaçou a pecha de pré-candidato sem apoio: “Não é verdade que o MDB tenha menos apoio no seu projeto do que qualquer outro partido. O projeto do PSD, que também era o do PSDB, ficou em nada, porque o candidato renunciou. O projeto do governador – e ele está trabalhando pelo seu candidato -, todas as pesquisas mostram que não tem apoio popular”, disse.

Funerária e caixão – Questionado sobre uma suposta indireta do governador Ricardo Coutinho, que declarou numa entrevista que havia “gente na política que está para fechar o caixão”, Maranhão respondeu com humor e disse que não se sentiu atingido pelas declarações: “Essa é uma linguagem funerária, “fechar o caixão”, não entendo muito bem disso, não. Se o governador tivesse me dirigido essa declaração, ele estaria entrando em contradição ao que ele tem dito reiteradamente pela imprensa quando se refere ao meu governo e é isso que interessa porque eu sou um homem público (…) Minha candidatura está em ascensão e altamente avaliada pela opinião pública do Estado da Paraíba, não me considero atingido até porque o governador já prestou os esclarecimentos devidos”, disse, ao se referir a uma declaração concedida nesta segunda pelo governador.

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