OPERAÇÃO CARTOLA: Ministério Público denuncia dirigentes de Campinense e Botafogo

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Dirigentes do Campinense Clube e Botafogo da Paraíba foram denunciados pelo Ministério Público da Paraíba, durante as investigações da “Operação Cartola”, que investiga crimes relacionados à manipulação do resultado de jogos do Campeonato Paraibano de Futebol.

O grupo foi dividido em duas denúncias, que foram distribuídas à 4a Vara Criminal de João Pessoa. A primeira denúncia tem como alvo oito pessoas (entre elas os principais dirigentes do Botafogo Futebol Clube) e a segunda, contra três pessoas (entre elas o presidente do Campinense). Elas são acusadas de praticar ilícitos, como fraudes em documentos, em sorteios dos árbitros a serem escalados nas partidas dos jogos e na própria arbitragem para beneficiar seus clubes.

Os denunciados:

Botafogo Futebol Clube
1. José Freire da Costa (‘Zezinho Botafogo’, presidente do clube)
2. Guilherme Carvalho do Nascimento (‘Novinho’, vice-presidente)
3. Francisco de Sales Pinto Neto (diretor)
4. Alexandre Cavalcante Andrade Araújo (procurador do clube)
5. Breno Morais Almeida (dirigente do clube)
6. Alex Fabiano dos Santos
7. José Renato Albuquerque Soares
8. Tarcísio José de Souza

Campinense

1. José William Simões Neto (William Simões, principal dirigente do clube)
2. Danilo Ramos da Silva
3. Francisco Carlos do Nascimento

O MPPB requereu a instauração do processo penal contra os denunciados e pugnou pela destituição de todos os réus que ocuparem cargos no Botafogo Futebol Clube e no Campinense.

Além de oferecer mais duas denúncias relacionadas à ‘Operação Cartola’, o MPPB também pediu o arquivamento dos dois inquéritos policiais instaurados para apurar a participação de dirigentes de outros dois clubes profissionais no esquema criminoso: o Sousa Esporte Clube e Treze Futebol Clube. Segundo o Gaeco, as investigações não demonstraram a materialidade dos crimes apontados e as ilações feitas nos inquéritos policiais trouxeram apenas evidências de autoria, sendo incapazes de motivar uma denúncia ministerial contra os indiciados.

A operação

A ‘Operação Cartola’ foi deflagrada no último mês de abril pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco/MPPB) e pela Polícia Civil da Paraíba. As investigações foram iniciadas pela Delegacia de Defraudações de João Pessoa (para apurar supostos desvios de valores nas prestações de contas da Federação Paraibana de Futebol – FPF) e, posteriormente, aprofundadas pelo Gaeco. Elas revelaram a existência de uma Organização Criminosa (Orcrim) formada por membros da FPF, da Comissão Estadual de Arbitragem da Paraíba (Ceaf), do Tribunal de Justiça Desportiva da Paraíba (TJD/PB) e dirigentes de clubes de futebol profissional do Estado da Paraíba (os cartolas) que, há anos, obtinham diversas vantagens, entre elas a financeira, através de esquema de manipulação de resultados de jogos de futebol.

Da Redação com Se Liga PB

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