Tribunal de Justiça da Paraíba manda soltar radialista Fabiano Gomes

O Pleno do Tribunal de Justiça (TJPB) decidiu, por 11 votos a 2, nesta quarta-feira (26), acatar agravo interno e conceder liberdade ao radialista Fabiano Gomes, preso no dia 22 de agosto após descumprir medidas restritivas no âmbito da Operação Xeque-Mate. Segundo as investigações, o radialista participou de um esquema responsável pela renúncia do então prefeito de Cabedelo, Luceninha, que teria recebido a quantia de R$ 5 milhões para deixar o cargo.

O advogado Gustavo Botto, responsável pela defesa de Fabiano, disse que o Pleno do TJPB entendeu que Fabiano deveria ter sido intimado para justificar a sua ausência perante à Justiça mensalmente, como uma das medidas restritivas.

O radialista deverá ganhar liberdade ainda nesta quarta, após os advogados apresentarem o alvará de soltura junto à direção do PB1.

Entenda o caso

Deflagrada em abril deste ano, a Operação Xeque-Mate foi motivada, segundo a Polícia Federal, por uma denúncia de que o prefeito Leto Viana teria forçado vereadores a assinarem cartas-renúncia. Caso algum deles votassem contra as intenções da gestão, o documento seria protocolado. Por se arriscarem a assinar as cartas, os vereadores recebiam dinheiro e outros benefícios. Entre as decisões da Câmara alinhadas à vontade do prefeito, estaria o veto à construção de um shopping center na cidade.

Outra negociação investigada aponta que o ex-prefeito de Cabedelo, Luceninha, teria recebido R$ 5 milhões para renunciar ao mandato. As investigações dizem que foi esse esquema que contou com a participação de Fabiano Gomes. Conforme divulgado pela PF, o radialista teria sido uma das pessoas responsáveis por repassar quantias financeiras ao ex-gestor. Na época, Fabiano Gomes disse em nota à impressa que estava “colaborando com as investigações e à disposição dos órgãos competentes”.

Além dessas “trocas de favores” entre empresários, Prefeitura e vereadores, a Operação Xeque-Mate apura que ao menos R$ 30 milhões teriam sido desviados dos cofres públicos de Cabedelo, a partir do loteamento de cargos fantasmas, doações de terrenos com avaliações fraudadas e utilização de laranjas para ocultação patrimonial.

Da Redação co Portal Correio

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