OUTUBRO ROSA: radialista e secretária da prefeitura de Alagoa Nova/PB fica nua para chamar atenção em campanha de combate ao câncer de mama

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O câncer de mama é um tumor maligno que se desenvolve na mama como consequência de alterações genéticas em algum conjunto de células da mama, que passam a se dividir descontroladamente. Ocorre o crescimento anormal das células mamárias, tanto do ducto mamário quanto dos glóbulos mamários.
Esse é o tipo de câncer que mais acomete as mulheres em todo o mundo, sendo 1,38 milhões de novos casos e 458 mil mortes pela doença por ano, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). A proporção em homens e mulheres é de 1:100 – ou seja, para cada 100 mulheres com câncer de mama, um homem terá a doença. No Brasil, o Ministério da Saúde estima 52.680 casos novos em um ano, com um risco estimado de 52 casos a cada 100 mil mulheres.
Segundo dados da Sociedade Brasileira de Mastologia, cerca de uma a cada 12 mulheres terão um tumor nas mamas até os 90 anos de idade. Segundo o INCA, é que represente, em 2016, 28,1% do total dos cânceres da mulher.
O número de casos de câncer em toda a Paraíba deve chegar a 6,2 mil este ano, segundo uma estimativa feita pelo Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca). O levantamento mostra que a maior parte das vítimas de câncer no Estado devem ser mulheres, como cerca de 3.120 casos, e os homens somam 3.100. Entre o sexo feminino, o maior problema envolve o câncer na mama (25,6%) e entre os homens o problema aparece com mais frequência na próstata (33,5%).  Além do câncer de mama, as mulheres também sofrem com casos exclusivos de câncer no útero, com 330 (10,5%) casos, 90 (2,8%) de ovário, e no corpo do útero com 100 (3,2%) casos, este ano, conforme a estimativa do Inca.
As complicações comuns entre os dois gêneros incluem casos de câncer na traqueia, brônquio, pulmão, cólon, reto, estômago, cavidade oral, laringe, bexiga, esôfago, linfoma, glândula tireoide, sistema nervoso central, leucemia e de pele melanoma. Ainda segundo o Inca, existem casos de câncer de pele não melanoma que somam números altos, estimados para este ano. Este tipo de câncer deve atingir 1.010 homens e 1.020 mulheres, na Paraíba.
O estudo feito pelo instituto ainda mostra um percentual de 0 a 160 de taxa bruta, em valores a cada 100 mil habitantes, na incidência de casos entre homens e mulheres. Nesta escala, os números de câncer de próstata lideram para o sexo masculino com um índice de 54,49. Entre os casos do sexo feminino, o câncer de mama tem a proporção de 39,50  a cada 100 mil habitantes.
REDE DE ATENDIMENTO
Na rede de atendimento, a Paraíba conta com duas instituições de saúde de referência para o tratamento de câncer em dois dos 223 municípios. Em João Pessoa, o Hospital Napoleão Laureano, e em Campina Grande o Hospital da Fundação Assistencial da Paraíba (FAP).
Além dos órgãos de saúde, alguns paraibanos com câncer contam com o apoio de instituições filantrópicas. Um exemplo é a Associação Esperança e Vida (AEV), que tem filiais em João Pessoa e Campina Grande, atendendo pessoas das cidades sedes e municípios vizinhos. Elas atendem pacientes em situação de vulnerabilidade social, com pagamento de tratamentos e assistência médica, psicológica e jurídica.
A AEV João Pessoa, na capital paraibana, ajuda 76 usuários, sendo a maioria mulheres com câncer de mama. Já em Campina Grande, a AEV, atende 93 pessoas na região, onde a maior parte dos pacientes assistidos é do sexo feminino também com câncer de mama. A unidade de Campina Grande também é referencia para as outras cidades do Agreste e por isso tem uma demanda maior que a de João Pessoa.
A AEV não tem fins lucrativos e todas as ações são custeadas através de doações voluntárias, que podem ser feitas através do setor de telemarketing, ou em um plano de doação mensal voluntário que é recolhido por mensageiros (motociclistas da associação que realizam as visitas domiciliares).
Da mesma maneira em Campina Grande atua a ONG Mulheres de Peito, que vai às cidades do entorno e faz promoção de Dia D da Prevenção de câncer de mama. Nesse dia são realizadas Consulta médica, Alto exames, Aferição de pressão, Teste de glicemia, Cortes de cabelo, Exame de tripagem sanguínea. Há também de vendas de artesanatos,  em prol dos atendimentos das usuárias da ONG.
SINTOMAS DE CÂNCER DE MAMA
Os sintomas do câncer de mama variam conforme o tamanho e estágio do tumor. A maioria dos tumores da mama, quando iniciais, não apresenta sintomas.
Caso o tumor já esteja perceptível ao toque do dedo, é sinal de que ele tem cerca de 1 cm³ – o que já é uma lesão muito grande. Por isso é importante fazer os exames preventivos (como a mamografia) na idade adequada, antes do aparecimento deste e de qualquer outro sintoma do câncer de mama.
Veja os outros sinais possíveis do câncer de mama:
• Vermelhidão na pele, inchaço ou calor
• Alterações no formato dos mamilos e das mamas, principalmente as alterações recentes, é possível até que uma mama fique diferente da outra
• Nódulos na axila
• Secreção escura saindo pelo mamilo
• Pele enrugada, como uma casca de laranja
• Em estágios avançados, a mama pode abrir uma ferida.
DIAGNÓSTICO DE CÂNCER DE MAMA
Além da mamografia, ressonância magnética, ecografia e outros exames de imagem que podem ser feitos para identificar uma alteração suspeita de câncer de mama, é necessário fazer uma biópsia do tecido coletado da mama. Nesse material da biópsia é que a equipe médica identifica se as células são tumorosas ou não. Caso seja feito o diagnóstico, os médicos irão fazer o estudo dos receptores hormonais para saber se aquele tumor expressa algum ou não, além de sua classificação histológica. O tratamento vai ser determinado pela presença ou ausência desses receptores na célula maligna, bem como o prognóstico do paciente.

SOBRE OUTUBRO ROSA
O movimento popular internacionalmente conhecido como Outubro Rosa é comemorado em todo o mundo. O nome remete à cor do laço rosa que simboliza, mundialmente, a luta contra o câncer de mama e estimula a participação da população, empresas e entidades. Este movimento começou nos Estados Unidos, onde vários Estados tinham ações isoladas referente ao câncer de mama e ou mamografia no mês de outubro, posteriormente com a aprovação do Congresso Americano o mês de Outubro se tornou o mês nacional (americano) de prevenção do câncer de mama. A história do Outubro Rosa remonta à última década do século 20, quando o laço cor-de-rosa, foi lançado pela Fundação Susan G. Komen for the Cure e distribuído aos participantes da primeira Corrida pela Cura, realizada em Nova York, em 1990 e, desde então, promovida anualmente na cidade.

No Brasil, o primeiro sinal de simpatia pelo movimento aconteceu em outubro de 2002, quando o monumento Mausoléu do Soldado Constitucionalista, também chamado de Obelisco do Ibirapuera, em São Paulo, foi iluminado de rosa. Em outubro de 2008, o movimento ganhou força e várias cidades brasileiras foram iluminadas como uma forma de chamar a atenção para a saúde da mulher.

Da Redação com Alagoa Nova Já
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