Gervásio chama ministro de mentiroso e diz que vota contra a reforma da Previdência

O deputado federal, Gervásio Maia (PSB) afirma que o debate do governo federal em relação a reforma da Previdência não está sendo honesto com os brasileiros.

“Eles não falam a verdade. Essa reforma é a das mais injustas”, disse o deputado em entrevista a imprensa de João Pessoa sobre como tem acompanhados as discussões relativas a matéria no Congresso Nacional.Ele exemplificou como falta de verdade do governo federal, a explanação do ministro da Economia , Paulo Guedes quando esteve na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara e dique que os Estados irão quebrar se a reforma não for aprovada.

“É Mentira. Não é verdade porque o impacto da previdência aqui na nossa PBPrev é uma gota no oceano. Porque a reforma da Previdência permite o aumento da alíquota nas previdências dos Estados, só que isso aplicado no nosso Estado vai dar um acréscimo de arrecadação entre seis e sete milhões e a Paraíba precisa de milhões por mês”, disse.

Para ele, é preciso colocar os fatos como verdadeiramente são, mas não colocar isso na cabeça das pessoas que: ou se aprova a reforma ou os Estado vão quebrar quando os Estados não estão dependendo da reforma.“Muito pelo contrário, nós fizemos um levantamento em 139 municípios paraibanos e o Estado vai perder em dez anos, 40 bilhões apenas nesses municípios e se retirar da economia 140 milhões de reais por mês, é muito dinheiro e todos sabem que os municípios mais pobres têm a economia aquecida em dois instantes: quando a prefeitura paga os servidores e quando paga os aposentados”, observou,

Conforme o deputado, o que o preocupa é o gerenciamento dos recursos que vão para a seguridade porque isso é tratado como uma brincadeira de mau-gosto, nas renúncias fiscais até porque todas as grande empresas não pagam um centavo de Previdência, a exemplo das exportadoras de soja e os bancos que dão sistematicamente calotes na seguridade e o governo não faz nada.

“Eu reconheço que alguns ajustes precisam ser feitos, mas não aceito que o presidente Bolsonaro diga que vai fazer uma reforma para tirar privilégios. Como ele fala isso se o corte de um trilhão vai cair em cima de 92% dos que menos ganham? É preciso tratar as coisas com decência. Eu voto contra porque não concordo com o conjunto do que foi apresentado. Eu não vou aceitar e não vou sujar as mãos de sangue porque sei que pessoas vão morrer”, pontuou o deputado.

Selecionamos para você