João Azevêdo anuncia nova reunião do Fórum de Governadores na Sudene para definir aplicação de recursos no NE

O governador João Azevêdo (PSB) anunciou que participa no mês de maio de mais uma reunião do Fórum de Governadores, desta vez, no estado de Pernambuco, na sede da Sudene, para fortalecer o Conselho Deliberativo (Condel). A informação foi dada durante o Programa Fala Governador, transmitido pela Rádio Tabajara, nesta segunda-feira (15). A participação de todos os governadores já foi confirmada, disse João Azevêdo.

“Nós queremos, todos os governadores dos estados, ter a possibilidade de definir os eixos de aplicação de recursos do Banco do Nordeste. Não é possível o Nordeste inteiro passar ao largo dessas decisões. Os investimentos são definidos por outras instâncias de governo e nós, governadores, não participamos. Nós queremos, sim, participar do desenvolvimento e fazer com que a Sudene volte a ter um papel importante de planejamento e desenvolvimento para a região Nordeste”, disse.

O governador da Paraíba informou, ainda, que no dia anterior ao encontro dos governadores, haverá uma reunião com todos os secretários de segurança pública, para preparar uma pauta a ser entregue pelos governadores ao governo federal, sobre a segurança pública no Nordeste.

Por meio do Fórum de Governadores do Nordeste e do Fórum de Governadores do Brasil, a Paraíba tem se posicionado, política e tecnicamente, juntamente com os demais estados, sobre diversos assuntos de interesse dos entes estaduais.

O governador, em sua entrevista ao Programa Fala Governador, citou quatro grandes itens na reforma da Previdência que ele e outros governantes discordam, e destacou “alguns jabutis” que foram incluídos na matéria. Entre os pontos questionados, João citou a desconstitucionalização e o tratamento do trabalhador rural igual ao trabalhador urbano, por exemplo. “Nós temos que manter dentro da Constituição o direito à aposentadoria”, disse, elencando ainda sua discordância em relação à alteração proposta sobre o benefício de prestação continuada. “É uma nova previdência que se tenta implantar com um título de capitalização em que há uma ligação apenas entre o empregado e um banco privado, sem a participação do governo, sem a participação do empregador, não é possível nós imaginarmos essa situação, não é possível imaginar que um cidadão já aposentado, pelo fato de já estar aposentado trabalhe em uma empresa e não receba nenhuma rescisão contratual”, disse João Azevêdo.

Da Redação com Click PB

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