Atos em apoio ao governo ocorrem na PB e em diversas cidades do país

Em Campina Grande, ato concentrou manifestantes na Praça da Bandeira — Foto: Reprodução/Sílvio S. Medeiros

Atos em apoio ao governo de Jair Bolsonaro ocorreram neste domingo (26) em várias cidades do país. Os apoiadores defendem a reforma da Previdência, o pacote anticrime, o porte e posse de armas, além de ministros do governo como o da Justiça, Sergio Moro, e o da Economia, Paulo Guedes. Na Paraíba, foram registrados atos nas cidades de João Pessoa e Campina Grande.

Campina Grande

Em Campina Grande, munidos de cartazes e camisas amarelas, os manifestantes pediam uma investigação no poder judiciário, ao que eles chamam de “Lava-Toga” e da implementação da medida provisória 870.

De acordo com a organização, os participantes do protesto defendem a aprovação da reforma da Previdência e do pacote anticrime, proposto pelo ministro da Justiça, Sérgio Moro.

João Pessoa

Em João Pessoa os manifestantes ocuparam o Busto de Tamandaré, na orla da praia de Tambaú, enquanto em Campina Grande, a manifestação foi na Praça da Bandeira, no Centro.

Por volta das 17h, os organizadores da manifestação de apoio ao presidente Jair Bolsonaro informaram que cerca de cinco mil pessoas participaram do ato. A Polícia Militar informou que não vai emitir estimativas de público.

Brasília

Em uma manhã de sol, os apoiadores se concentraram no gramado da Esplanada dos Ministérios, na altura do Palácio Itamaraty. Cinco carros de som ocupavam a pista com mensagens em apoio à agenda do governo federal como a Medida Provisória 870, da reforma administrativa, a reforma da Previdência Social (Emenda Constitucional nº 6/2019) e os projetos de lei que compõem o pacote anticrime. Os manifestantes também declaravam apoio à Operação Lava Jato e pediam a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Cortes Superiores, conhecida como Lava Toga.

A manifestação – convocada por movimentos como Ordem e Progresso; Limpa Brasil; e Organização Nacional dos Movimentos – foi marcada pela diversidade de participantes que criticavam o Supremo Tribunal Federal (STF), protestavam contra o Congresso Nacional e lideranças parlamentares. Alguns manifestantes defendiam a volta do regime monarquista.

Havia faixas também com dizeres favoráveis ao ministro Paulo Guedes e um boneco inflável de 20 metros que misturava a imagem do ministro Sergio Moro com o personagem de quadrinhos e cinema Super-Homem.

São Paulo

Diversos movimentos estacionaram carros de som ao longo da Avenida Paulista, na região central da capital, para o ato de apoio ao governo de Jair Bolsonaro. Próximo ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), foi inflado um boneco gigante do presidente.

A polícia não fez estimativa de público. Um dos carros de som, do movimento Brasil Conservador, trazia um grande cartaz com uma fotografia de Jair Bolsonaro. Um caminhão verde-oliva foi estacionado em uma das calçadas da via por um grupo que pede intervenção militar.

A maioria dos manifestantes que caminhava pela avenida, que aos domingos fica fechada para os carros, usava roupas verde-amarelas ou estava enrolado na Bandeira Nacional. Vários participantes levavam faixas e cartazes com as pautas do protesto, como o apoio à reforma da Previdência e ao pacote anticrime, apresentado pelo ministro da Justiça, Sergio Moro. Um grupo de motoqueiros passou em carreata pela Avenida Brigadeiro Luiz Antonio, que corta a Paulista.

Rio de Janeiro

Os manifestantes fizeram a concentração no Posto 5 da orla de Copacabana e se espalharam até o Posto 4. Durante a manifestação, que começou às 10h, as únicas faixas liberadas para o trânsito também foram ocupadas. Aos domingos, as faixas junto à praia são interditadas para área de lazer e as do canto, perto dos prédios, ficam liberadas aos motoristas.

Os participantes do ato começaram a chegar ao local por volta das 9h. Muitos deles vestiam roupas com as cores verde e amarela e carregavam faixas. Muitos levavam bandeiras do Brasil, que também estavam expostas nas fachadas de prédios. Ao longo das pistas, ambulantes vendiam produtos como cornetas, apitos e bandeiras, cujos valores variavam de R$ 5 a R$ 30.

A Polícia Militar não calculou o número de manifestantes. Mas agentes presentes ao local informaram que não foi necessário reforçar o esquema de policiamento de rotina realizado pelo 19º Batalhão de Polícia Militar (BPM) para os fins de semana na orla de Copacabana. Houve apenas o apoio do 2º BPM (Botafogo) e 23º BPM (Leblon) em áreas desses dois bairros próximos. A Guarda Municipal também estava presente para orientar o trânsito e participar do patrulhamento.

Aracaju

O ato na capital sergipana foi organizado pelo núcleo estadual do PSL e pelo movimento Sergipe com Jair Bolsonaro. Os manifestantes se reuniram, a partir das 15h, no Mirante da Treze de Julho, na Avenida Beira Mar.

Um vídeo veiculado no perfil do movimento mostra trechos da manifestação, em que pessoas seguram cartazes com os dizeres “Capitão, nenhum soldado desistiu da batalha. Estamos com você até o fim”, “Centrão, nós vamos dissolver vocês, um a um” e “A única coisa que coloca medo em político é o povo na rua”. Outras comparecem agitando bandeiras do Brasil e de Israel.

De acordo com José Egnaldo Chagas De Souza Junior, representante do movimento, 5 mil pessoas estão presentes no ato. A reportagem também procurou a Polícia Militar a fim de obter o número de participantes, mas a corporação disse que não informa estimativas de público.

Redação com Agência Brasil e G1

Selecionamos para você