Preso deixa Cadeia de Solânea/PB para ir a motel e foge; direção nega regalias

Um caso grave, que será investigado pela Secretaria de Administração Penitenciária da Paraíba (Seap), foi registrado na cidade de Solânea, no Brejo. Um estelionatário preso em agosto do ano passado fugiu da Cadeia Pública e, de acordo com uma fonte que não quis se identificar, levou uma pistola do Sistema Penitenciário.

De acordo com o tenente-coronel Sérgio Fonseca, secretário da Seap, que confirmou a fuga, a Polícia Civil instaurou um inquérito e a própria secretaria irá aplicar um procedimento administrativo para apurar possíveis participações de servidores do poder público na fuga.

Apesar da confirmação do secretário, funcionários da Cadeia Pública negaram na manhã desta terça-feira (21) a fuga, que teria ocorrido na madrugada do último domingo (19).

O mais sério é que, segundo informações de uma fonte policial, Allan Júnior, estava onde queria e quando desejava e agia como se fosse um agente da segurança, de tanta liberdade que tinha de ir e vir. O secretário afirmou desconhecer essas denúncias, mas que tudo será apurado.

Ainda de acordo com a fonte, no dia da fuga, Allan teria dito que iria para um motel com uma garota que o levou em um veículo Onix de cor vermelha, mas de placas não identificadas. Após isso, ele não retornou mais para a Cadeia Pública.

Allan Júnior era procurado em mais de 10 estados do Brasil e considerado um preso de alta periculosidade em termo de potencial lesivo. Ele também respondia por tentativa de homicídio, já que no dia da prisão atropelou ao menos três pessoas. Também responde a pelo menos 20 processos em vários estados.

O procedimento administrativo instaurado pela Seap terá prazo de 30 dias, prorrogáveis por mais 30, após a data de sua publicação no Diário Oficial. Segundo o secretário, caso as irregularidades sejam comprovadas, os envolvidos serão responsabilizados.

Em nota, o diretor da Cadeia Pública de Solânea, Fernando Diogo Júnior, nega regalias a presos. Confira:

Ao tomar ciência dos acontecimentos, prontamente me desloquei até a unidade, no intuito de tomar todas as medidas cabíveis, mas ocorre que houve um hiato de aproximadamente seis horas do acontecimento até a comunicação. Dito isso, saliento que cada plantão é de responsabilidade de cada agente e que o agente responsável pelo fatídico dia havia sido lotado há pouco mais de duas semanas nesta unidade prisional, não tinha dúvidas sobre o serviço, dominando os procedimentos com maestria, pois já atua no Sistema Penitenciário há cerca de vinte anos, não levantando quaisquer suspeitas até aquele momento.

Por fim, aproveito a oportunidade para esclarecer à sociedade solanense que lamentamos o fato ocorrido, mas que fazemos nosso trabalho dentro de nossas possibilidades e limitações, entretanto, só somos conhecidos quando acontece algo dessa natureza, que também estamos com uma população carcerária em proporções de presídio, justamente pelo aumento da criminalidade em nossa região, onde já contamos 178 presos numa cadeia que comporta no máximo 66 e, apesar de sermos uma equipe reduzida sempre procuramos trabalhar dentro dos padrões, com comprometimento por nosso trabalho, onde o fato foi desencadeado por um agente que havia chegado há apenas duas semanas.

Todas as medidas cabíveis foram tomadas, já comunicamos a quem de direito em relatório e a investigação vai seguir tanto por parte do Sistema Penitenciário quanto pela Polícia Civil.

Selecionamos para você