UFPB prevê colapso com cortes no orçamento e adere a paralisação nacional

A reitora da Universidade Federal de Paraíba (UFPB), Margareth Diniz disse que a partir de outubro a universidade não vai ter mais recursos para pagar terceirizados, comprar reagentes necessários para aulas e nem manter outras despesas de custeio, inclusive bolsas de estudos. Ela prevê colapso. Cerca de 700 servidores terceirizados podem ser demitidos.

A UFPB divulgou nesta terça-feira (7), o calendário de atividades contra o bloqueio de R$ 44.742.865,00 de recursos de custeio e de R$ 5.645.537,00 oriundos de emendas da bancada federal de deputados e de senadores, que totalizam um corte de 32,75% no orçamento da instituição para este ano.

Até o dia 15 de maio, data marcada para paralisação nacional da educação contra o corte no orçamento das Instituições Federais de Ensino Superior (ifes), ocorrerão plenárias para discutir esta conjuntura. Esse foi o encaminhamento de assembleia universitária realizada na tarde de ontem (7), no Auditório Professor Milton Paiva, no prédio da Reitoria, no campus-sede, em João Pessoa.

Com o espaço ocupado por gestores, membros de colegiados e de entidades de classe, professores, técnico-administrativos e estudantes, a assembleia, presidida pela reitora Margareth Diniz, teve início com a apresentação de relatório com números da UFPB referentes ao período de 2012 a 2018, pela pró-reitora de Planejamento e Desenvolvimento Elizete Ventura.

Nesse intervalo de tempo, segundo a pró-reitora, o orçamento para investimentos, como obras, compra de livros e de equipamentos, teve queda de 85%, enquanto as despesas com pessoal e com custeio tiveram aumento de 83% e de 77%, respectivamente.

“Já tivemos outros cortes nos últimos anos, mas este, em especial, impacta muito porque impedirá a execução do planejamento que foi feito para este ano.”

Renata Câmara, coordenadora de orçamento da UFPB, historicizou a evolução das contas da universidade nos últimos sete anos. “A UFPB gasta, hoje, com energia elétrica, R$ 1,5 milhão por mês. Ou seja, quase R$ 18 milhões por ano. Temos ainda oito meses pela frente. É quase impossível tudo permanecer como está. O corte nos traz um impacto brutal.”, avaliou.

A reitora Margareth Diniz propôs discutir novo planejamento somente no final deste mês. Raimundo Barroso, chefe de gabinete, leu a nota que a UFPB divulgou, também nesta terça (7), contra o bloqueio orçamentário.

As deputadas estaduais Estela Izabel e Cida Ramos, o presidente da Associação dos Docentes da UFPB (Adufpb) Cristiano Bonneau, a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Ensino Superior do Estado da Paraíba (Sintespb) Geralda Vitor e representação do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFPB também integraram a mesa de debate. Em vários momentos, o microfone foi aberto para participação do público.

– Plenária da Adufpb no Centro de Vivência, no campus I, em João Pessoa. Horário a confirmar.

– Plenária do Sintespb no Auditório do Centro de Educação, no campus I, em João Pessoa, às 19h.

– Assembleia do Sintespb na sede do sindicato, no campus I, em João Pessoa. Horário a confirmar.

– Plenária da Adufpb no campus II da UFPB, em Areia. Horário a confirmar.

– Plenária da Adufpb no campus III da UFPB, em Bananeiras. Horário a confirmar.

– Sessão especial na Assembleia Legislativa (ALPB), às 14h.

Reunião do Fórum de Reitores das Instituições Públicas de Ensino Superior da Paraíba.

Da  Redação com Informações do Click PB.

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