Vigilante pendura guarda-roupa no teto após chuva invadir casa no Ceará

O vigilante Antônio Carlos precisou pendurar o guarda-roupa no teto usando cordas para saldar o móvel após a chuva invadir a casa dele no Bairro Jangurussu, em Fortaleza, nesta quarta-feira (22). Moradores do bairro e do Conjunto Palmeiras limparam as casas nesta manhã e contabilizaram os prejuízos de inundações.

“A gente sempre pensa no pior. Se deixar no chão, a gente perde né. Coloquei assim porque já é o segundo guarda-roupa que a gente compra. Tive que fazer isso aqui “, explicou o vigilante.

A Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) registrou precipitação de 91,2 mm na capital durante a quarta-feira (22). Os moradores dos dois bairros relataram ao G1 que em todas as chuvas o nível do Rio Cocó aumenta e acaba inundando as casas. Algumas pessoas disseram que dormiram em casas dos parentes e outras, em meio ao alagamento.

Nesta quarta-feira (22), a Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) explicou que as cheias não têm relação com a barragem do Cocó. “A barragem funciona na retenção de parte do fluxo de água que corre no rio. Como as chuvas recentes foram intensas e generalizadas, essa retenção não foi suficiente para evitar a inundação, apenas para amenizá-la”, afirma o órgão.

“Dormi na água, dentro da água. Eram mais de 23 h quando eu fui dormir. Ontem foi muito difícil para nós. Tudo cheio de água”, disse a dona de casa Raimunda Téofilo durante a limpeza da casa nesta quinta-feira (23).

A manhã também foi de muita limpeza para a senhora Maria de Assunção que tirou muita lama de casa. “Eu perdi fogão, armário, compras, e uma geladeira também. Estou limpando desde 6 h porque foi a hora que a água veio baixar. No outro quarto também está lotado de lama”, disse a moradora.

A Prefeitura de Fortaleza informou que equipes da Defesa Civil estão desde a tarde desta quarta-feira (22) na área do Grande Jangurussu atendendo as famílias afetadas pela forte chuva. Os agentes continuam na área, segundo a Prefeitura, prestando assistência aos moradores, com a entrega de material assistencial de acordo com a necessidade de cada família. Até agora, apenas uma família precisou ser removida para um abrigo público no bairro Presidente Kennedy.

Com informações do Diário do Sertão

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