Incêndio em hospital deixa 11 pessoas mortas no Rio de Janeiro

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Um incêndio atingiu o Hospital Badim, no bairro do Maracanã, Zona Norte do Rio, nesta quinta-feira (12), e deixou 11 mortos. Segundo a direção da unidade hospitalar, o fogo, a princípio, teria sido provocado por um curto circuito no gerador de um dos prédios.

Por conta das chamas, funcionários retiraram os pacientes do local às pressas e os colocaram nas calçadas, onde receberam atendimento.

Oito pessoas com queimaduras graves nas vias respiratórias foram transferidas e internadas no Quinta D’or, em São Cristóvão, após inalar grande quantidade de fumaça. Onze pessoas morreram, mas ainda não há as identificações. No momento do incêndio 103 pacientes estavam no hospital

— O hospital tem 200 leitos, estava quase cheio. Todos os pacientes foram retirados. A fumaça que ainda está saindo, possivelmente é do gerador que é a óleo diesel — disse, ressaltando a corrente de solidariedade. — A vizinhança compreendeu, os demais hospitais também. Toda essa ajuda é muito importante. Existe uma movimentação muito grande para o problema ser resolvido, afirmou José Badim.

Em nota, o hospital afirmou que mais de 100 médicos foram mobilizados para dar assistência aos pacientes que estavam sendo socorridos, e só se manifestará novamente após os bombeiros terminarem os trabalhos e liberarem o prédio.

O vice-governador Claudio Castro, que esteve no local do incidente, contou que o Corpo de Bombeiros removeu 69 pessoas:

— As informações que nós temos é que 69 pacientes foram removidos pelas ambulâncias do Corpo de Bombeiros. É o número oficial que eu tenho. Agora, nós sabemos que pacientes foram removidos por ambulâncias da prefeitura e de hospitais particulares. Os bombeiros continuam o trabalho de rescaldo, em busca de pessoas vivas. Percorrendo corredores, entrando em banheiros, tentando achar vítimas — contou

Segundo o Corpo de Bombeiros, as equipes foram acionadas às 17h59. A corporação disse que ainda não há informação de em que parte do hospital começou o fogo.

A ação conta com o apoio do Corpo de Bombeiros, que foi acionado por volta das 18h. Segundo os bombeiros, as chamas já haviam sido apagadas por volta das 19h45m. No entanto, ainda havia muita fumaça, com cheiro forte, saindo da unidade de saúde. Funcionários usam máscaras nos rostos para se proteger.

— As informações que nós temos é que 69 pacientes foram removidos pelas ambulâncias do Corpo de Bombeiros. É o número oficial que eu tenho. Agora, nós sabemos que pacientes foram removidos por ambulâncias da prefeitura e de hospitais particulares. Os bombeiros continuam o trabalho de rescaldo, em busca de pessoas vivas. Percorrendo corredores, entrando em banheiros, tentando achar vítimas — contou

Jaqueline Santos conta que estava no hospital acompanhando o marido, Marco Damasco, que havia acabado de passar por uma cirurgia, quando tudo aconteceu:

— Ele foi operado e estava na UTI. Por volta das 18h30m, a televisão e o sinal de internet apagaram. Parou tudo. Passamos a sentir cheio de fumaça e o ambiente nos corredores ficou escuro. Logo depois, fomos orientados a deixar o prédio com calma — afirmou.

Os pacientes estão sendo atendidos na calçadas das ruas São Francisco Xavier e Artur Menezes. Três bases de atendimento foram improvisados em imóveis próximos ao local; entre eles, uma creche e a garagem de um prédio.

A ala do hospital atingida seria nova. A Polícia Militar interditou as proximidades do hospital. Ambulâncias de hospital particulares e públicos fazem o transporte dos pacientes.

Lilian Dillon, síndica de um prédio vizinho ao hospital, contou que o incêndio teria começado pela lateral do edifício. Ela foi alertada pelo porteiro do incêndio por volta das 18 horas. Ela contou que parte dos pacientes foi resgatado por uma passagem subterrânea que liga o hospital ao prédio dela.

*Com informações do jornal O Globo.

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