Neymar marca em retorno, e Brasil empata amistoso com a Colômbia nos EUA

Reprodução A volta do camisa 10 foi com brilho, apesar da falta de ritmo de jogo

MIAMI, EUA (UOL/FOLHAPRESS) – No primeiro compromisso após a conquista da Copa América, o Brasil empatou por 2 a 2 com a Colômbia na noite desta sexta-feira (6) no Hard Rock Stadium, em Miami, nos Estados Unidos. A partida marcou o retorno de Neymar, que não atuava desde 5 de junho, quando lesionou o pé direito em amistoso contra o Qatar.

A volta do camisa 10 foi com brilho, apesar da falta de ritmo de jogo. Neymar deu a assistência para Casemiro abrir o placar e deixou o seu início do segundo tempo. Muriel foi o autor dos dois gols do time colombiano.

O Brasil joga novamente na madrugada de terça para quarta-feira. À meia-noite (horário de Brasília), a seleção brasileira tem novo amistoso nos EUA, desta vez contra o Peru, em Los Angeles.

A partida começou com pressão da Colômbia, mas foi o Brasil quem saiu na frente. Antes dos 15min, o time colombiano já havia criado boas chances com Mina e Zapata pelo alto, e finalização de Cuadrado de fora da área. Aos 19, no entanto, Neymar cobrou escanteio da direita e encontrou Casemiro, que completou de cabeça para o gol.

A vantagem brasileira, no entanto, durou pouco. Aos 25min, Alex Sandro cometeu pênalti em Muriel, que cobrou para igualar o placar. O atacante colombiano voltou a marcar aos 34, quando recebeu pelo lado direito da área e bateu forte para o gol.

No segundo tempo, o Brasil foi em busca do empate. O gol da igualdade saiu dos pés de Neymar, que completou cruzamento de Daniel Alves aos 14 minutos.

Na volta aos gramados após três meses, Neymar teve atuação decisiva. O atacante foi o autor da assistência para o gol de Casemiro e ainda deixou o dele no início do segundo tempo -foi a 61ª vez que o atacante marcou com a camisa da seleção.

Vale lembrar que antes do jogo desta sexta, Neymar havia atuado apenas dez vezes em 2019 -uma partida pela seleção brasileira e nove pelo Paris Saint-Germain.

Em uma noite que a defesa brasileira não teve a sua melhor atuação, Alex Sandro foi quem mais sofreu diante da Colômbia. O lateral cometeu pênalti claro ao esticar o demais o pé e atingir o atacante Muriel no peito. Pouco depois, foi pelo lado esquerdo que a Colômbia chegou ao gol da virada ainda no primeiro tempo.

O Brasil teve dificuldade para impor o melhor ritmo em campo na noite de hoje. Muito em função da atuação pouco inspirada do setor de meio-campo. Arthur combateu pouco e não chegou com perigo ao ataque. Casemiro e a dupla Marquinhos e Thiago Silva acabaram sobrecarregados e sofreram com as investidas colombianas, principalmente no primeiro tempo. No ataque, Philippe Coutinho teve partida apagada.

O cenário melhorou um pouco na volta do segundo tempo, mas ainda assim a Colômbia teve espaços e oportunidades para chegar ao terceiro gol.

Um fato raro aconteceu na partida de hoje. Pela primeira vez desde a eliminação para a Bélgica na Copa do Mundo de 2018, o Brasil sofreu mais de um gol. O revés, inclusive, também foi o último sofrido pela seleção.

Além disso, desde a queda nas quartas de final do Mundial da Rússia, a defesa brasileira havia sido vazada apenas três vezes em 16 jogos.

O resultado desta sexta poderia ter sido diferente se o amistoso contasse com a tecnologia do árbitro de vídeo. Aos 28 minutos, Neymar foi empurrado em disputa de bola com Sánchez dentro da área, mas o juiz não marcou a penalidade. O curioso é que os jogadores da seleção brasileira apontavam para o telão do estádio, que mostrava o replay do lance. Sem o VAR, no entanto, prevaleceu a primeira decisão do árbitro.

Antes de a bola rolar, a partida teve um minuto de silêncio em respeito às mortes de Danilo Feliciano de Morais, filho do ex-jogador Cafu, e do argentino Andrada, goleiro que sofreu o milésimo gol de Pelé. Ambos morreram na última quarta-feira (4).

Além disso, outro momento que marcou os minutos que antecederam o apito inicial foi a presença do garoto Nickollas, que entrou em campo ao lado de Neymar. O menino, que é palmeirense, e sua mãe, Silvia Grecco, ganharam fama graças a um gesto nobre, repetido em todas as partidas dos dois no Allianz Parque. Silvia narra os jogos para o filho cego em pleno estádio.

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